sábado, dezembro 04, 2010

O regresso da dupla

Cardoso e Saviola.
A boa notícia de ontem e do jogo em Aveiro é claramente o regresso da dupla que tantas alegrias nos deu o ano passado (sem esquecer Amorim, que finalmente traz algum equilíbrio nas transições). Espero que seja para manter.

A má notícia é que o jogo de Aveiro foi um mero fogacho. Com o jogo a passo que os jogadores ontem nos brindaram, em que nem o frio os obrigou a correrem um pouco mais, não vamos lá.

Aliás, essa postura de relaxamento é o primeiro passo para os lamentos futuros, pois colocamo-nos a jeito para um qualquer palhaço encomendado como o que ontem tivemos a arbitrar o jogo na Luz, se lembre de assinalar um livre que não foi ou um penálti que não existe, e depois "AiAi que fomos roubados!".

Valha-nos por ora São Roberto. E ontem São Moretto. Estava a falar na hora com o meu irmão e a dizer que a jogar daquela forma só marcaríamos se os outros dessem uma fífia... tenho de jogar o euromilhões :)

Sinceramente não percebo o que se passa, o porquê de tanta moleza e aparente desmotivação.

E a desmotivação dos jogadores contagia a desmotivação dos adeptos. Bem podem pedir público nas flash-interviews, que com espectáculos destes será difícil comparecerem. Valha-vos malucos como eu que lá vão rapar frio e ainda arriscar uma constipação no meu puto de 6 anos quando nem vocês se dignam em entreter-nos.

Um caso sintomático e gritante é Gaitan. Sinceramente não percebo porque se mantém a insistência neste irritante Gaitan, que a cada bola que perde, a sua única reacção é olhar para o adversário com aquele ar de "Oiè? Que passou?". Correr atras dele "tá quieto".
O pior é que às vezes dá a ideia de esse elemento contagiar o resto da equipa. Tou mesmo a ver os outros a pensarem "Dass, se este pirralho que chegou agora não corre, porque vou eu correr quando ele faz m#%$&?!?".

E banquinho para o miúdo, Jesus? Um pouco de humildade e espírito de sacrifício precisa-se. Mas pelos vistos, ainda vale oferecer titularidades de mão beijada.

Bom, em jeito de balanço, ao menos que com estas pequenas vitórias se recupere a confiança que tarda em voltar.

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